Chacina deixa sete mortos na guerra de facções em Ibaretama, Sertão Central

Vítimas foram executadas a tiros dentro de suas casas FOTO: Ibaretama.com

Sete pessoas, entre elas uma mulher, uma criança de 7 anos e três adolescentes, foram mortas, na madrugada desta quinta-feira (26), no Sertão Central do Ceará. A chacina ocorreu por volta de 3 horas na localidade Pedra e Cal, na zona rural do Município de Ibaretama (a 130Km de Fortaleza). A matança  estaria relacionada à “guerra” de facções.

De acordo com as primeiras informações colhidas pela Polícia no local, um grupo de bandidos encapuzados e usando armas longas e curtas, se passando por policiais, teria batido na porta de várias residências e invadido os imóveis, disparando tiros e atingindo as vítimas. Seis pessoas teriam morrido ainda dentro de suas casas. A sétima vítima, uma mulher, não resistiu.

Policiais civis da Delegacia Regional de Quixadá estão no local do crime colhendo informações que possam levar aos autores dos crimes. Eles contam com a ajuda de patrulhas do 9º Batalhão da PM e de um helicóptero da Base Regional da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciops-Quixadá) nas buscas aos criminosos, que teriam, supostamente,  fugido em direção ao vizinho Município de Ibicuitinga.

Equipes do Núcleo Regional da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) de Quixadá também já foram mobilizadas para atender à ocorrência.

Guerra

A matança em Ibaretama estaria ligada à rivalidade entre grupos armados das facções  Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE) da região. A GDE teria, recentemente,  dominado a área que compreende as localidades de Extrema, Pedra e Cal e Oiticica, no limte com Ibicuitinga, fato que tem causado pânico entre os moradores da região.

De acordo com moradores de Pedra e Cal, bandidos de Ibicuitinga chegam ali através de trilhas no mato e atacam residências, implantando um clima de terror nas famílias

A Polícia permanece no local dos crimes se ainda não foram divulgados os nomes dos mortos na chacina. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ainda não se manifestou sobre o caso.

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